Como funciona o Bitcoin (BTC)? Chaves públicas e privadas #02
Como descrito no texto #01 desta série, Satoshi Nakamoto, o anônimo criador do Bitcoin (BTC), foi o responsável por unir uma série de tecnologias que compõem atualmente o protocolo da rede. Uma dessas tecnologias que foi fundamental para a criação do Bitcoin é a criptografia assimétrica, também conhecida como criptografia de chave pública e chave privada.
Este é o segundo texto da série “Como funciona o Bitcoin (BTC)?”. Nos acompanhe para compreender mais sobre as bases da maior rede monetária descentralizada do mundo.
A criptografia assimétrica consiste em técnicas matemáticas que permitem que uma determinada informação ou dado seja transformado em outro, mas este outro não pode gerar a primeira informação.
Por exemplo, imagine que da chave A, você consiga extrair a chave B, mas que não seja possível extrair a chave B da chave A. É dessa forma que surgem os endereços de Bitcoin, que consistem em uma chave pública, utilizada para receber os fundos, e uma chave privada, utilizada para assinar as transações.
Endereços de Bitcoin (BTC)
Um endereço privado de Bitcoin nada mais é do que um número binário aleatório de 256 bits. No entanto, não utilizamos normalmente este endereço na forma bruta, mas sim convertido em outros padrões.
Leia mais: Aprenda a gerar um endereço de Bitcoin (BTC) jogando cara ou coroa (em breve)
Através da criptografia assimétrica, um software é capaz de derivar a chave privada em uma chave pública. No entanto, graças à criptografia, o contrário não pode ser feito, o que garante parte da segurança da rede.
Ex:
Chave privada de Bitcoin – L17v2W97oDgubrdveNxnKinPch2Vz9idUiiyx3MqQ7dnR6PM7rzP
Chave pública derivada – 1Cj64xZwHrxYmNm1a9VjRqPB9T7Cmgq3tL
Dessa forma, quando se deseja receber fundos em bitcoin, basta disponibilizar sua chave pública, que é protegida pela criptografia. E para realizar transações, é necessário realizar a assinatura da chave privada.
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