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Michael Burry prevê crash do mercado e se desfaz de todas suas ações, exceto uma

O investidor Michael Burry, conhecido por prever a crise financeira de 2008, se desfez de todas as suas ações, com exceção de uma, através da sua gestora de fundos Scion Asset Management.

A Scion Asset Management divulgou em seu relatório junto à SEC no segundo trimestre que, com exceção de uma, descartou todas ações que possuía.

Burry foi o primeiro investidor a prever e lucrar com a crise do mercado imobiliário americano de 2008, tendo sua história retratada no filme “A Grande Aposta”.  

Dentre as 11 posições compradas que Scion se desfez neste segundo trimestre, estão a Alphabet –controladora do Google–, Meta Platform, a Global Payments, Discovery,  Bristol-Myers Squibb, Booking Holdings, Cigna Corp., Nexstar Media Group, dentre outras. A gestora possuía até US$165 milhões em ações no fim do primeiro trimestre. 

Apesar das vendas, a Scion adicionou 501360 ações do Geo Group Inc. (NYSE: GEO), empresa sediada na Flórida, que atua com serviços de reabilitação, reintegração e supervisão de indivíduos pós-prisão penitenciária, sendo agora a única participação acionária da empresa de Burry.

Burry já se manifestando no Twitter sobre as quedas no mercado. Recentemente ele publicou no Twitter que a intensificação da procura por tecnologia na Nasdaq seria um ciclo de curta duração. 

Ele escreveu:

“Não consigo me livrar daquele sentimento bobo pré-Enron, pré-11 de setembro, pré-Worldcom.”

Fazendo referência tanto à catástrofe do 11 de setembro quanto aos escândalos financeiros das empresas Enron e WorldCom.

Burry opinou em outro tweet:

“Ao contrário da internet e da Twittersphere, houve rallys de mercado de baixa que eclipsaram 50% de retração e levaram a uma baixa mais baixa.”

Na semana passada, Burry twittou:

“Nasdaq é um mercado em alta porque está 20% abaixo de sua baixa? Quem inventa essas coisas? Depois de 2000, o Nasdaq fez isso 7 vezes, caindo 78% para sua baixa de 2002. Os saldos líquidos de crédito ao consumidor estão subindo a taxas recordes, à medida que os consumidores escolhem a violência em vez de reduzir os gastos diante da inflação.”

Igor Sobrinho

Calvinista, capixaba, amante de artes, de comunicação e da computação. Cypherpunk e bitcoinheiro, passeio com meu cachorro nas horas vagas, amo minha esposa.

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