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Trader Willy Woo explica porque vendeu todos bitcoins

Willy Woo, um dos analistas mais influentes do mercado de criptomoedas, surpreendeu seus seguidores ao revelar que vendeu todos os seus bitcoins. A decisão causou alvoroço na comunidade, especialmente entre aqueles que o viam como um defensor ferrenho do modelo de autocustódia e da estratégia de longo prazo conhecida como hodling.

Quando questionado sobre os motivos por trás dessa mudança, Woo deixou claro que não está abandonando o ecossistema. Pelo contrário, ele acredita que há hoje oportunidades ainda mais promissoras dentro do próprio universo do Bitcoin. Sua nova aposta está nas empresas que constroem a infraestrutura por trás da rede, aquelas que fornecem as “pás e picaretas” da nova corrida do ouro digital.

Segundo Woo, a próxima década será marcada por uma transformação sem precedentes. Ele afirma que empresas ligadas diretamente ao Bitcoin terão desempenho superior ao próprio BTC, tanto em retorno quanto em estabilidade. Essa visão, segundo ele, também ajuda a explicar a ausência de uma nova temporada de altcoins no ciclo atual, já que muitos investidores estão realocando seus ganhos com Bitcoin em projetos empresariais sólidos, ao invés de buscar lucros rápidos em criptomoedas alternativas.

Apesar de ter vendido seus bitcoins, Woo mantém firme sua convicção sobre os fundamentos da moeda. Ele reconhece que grandes investidores, as chamadas baleias, podem representar riscos sistêmicos quando concentram quantidades elevadas de BTC. Nesse sentido, vendas graduais durante picos de valorização são, em sua visão, uma forma saudável de redistribuir riqueza e fortalecer o ecossistema. Mesmo sem possuir mais BTC diretamente, Woo considera que sua exposição ao ativo aumentou.

“Eu nem sou uma baleia, mas a concentração que tenho é melhor utilizada para reinvestir na infraestrutura do BTC. Vou me sair muito bem investindo nas pás e picaretas”, comentou.

A tese de Woo é reforçada por exemplos práticos. A Tether, empresa responsável pela stablecoin USDT, fundou recentemente a Twenty One Capital, uma empresa voltada à acumulação de Bitcoin. Além disso, a própria Tether anunciou a ambição de se tornar a maior mineradora do mundo. Para Woo, esse movimento indica que grandes players institucionais estão buscando formas de se expor ao BTC por meio de veículos corporativos, o que tende a atrair mais capital e reduzir os riscos em relação à volatilidade do ativo puro.

Ele projeta que as empresas ligadas ao Bitcoin alcançarão taxas de crescimento anual composto (CAGR) superiores aos 30% observados pelo próprio BTC. Como exemplo, cita que a rodada semente da Coinbase em 2012 teve um rendimento abaixo do Bitcoin até seu IPO, enquanto a da Exodus, iniciada em 2016, superou o BTC entre duas a três vezes. Com o amadurecimento do mercado, Woo acredita que esses retornos tendem a crescer ainda mais.

Casos recentes dão suporte a essa tese. As ações da Strategy, por exemplo, acumularam valorização de 3.200% desde que a empresa começou a comprar Bitcoin. Já os papéis da japonesa Metaplanet dispararam 6.400%, acompanhando a adoção da criptomoeda em sua tesouraria.

Mesmo assim, a decisão de Woo foi recebida com desconfiança por parte da comunidade. Alguns críticos afirmaram que ele perdeu a credibilidade ao abrir mão do BTC físico. Ele respondeu dizendo que muitos ainda não compreendem o conceito de exposição ao ativo.

“Hoje aprendi que muitos bitcoiners não entendem o que é ter exposição ao BTC. O que é estranho, porque este ciclo está sendo definido como a grande bolha das empresas de tesouraria de BTC. A forma como vejo isso é: estou 500% comprado em BTC”, escreveu.

Woo conclui sua defesa com um argumento provocador. Segundo ele, as empresas de tesouraria de Bitcoin (as chamadas BTC-TCs) oferecem uma espécie de seguro barato para quem acredita na moeda, funcionando como proteção em ciclos de baixa. “O que você tem contra eles?”, questionou, após um seguidor chamar essas empresas de “cavalos de Troia”.

A estratégia de Woo pode parecer contrária ao que ele sempre pregou, mas revela uma adaptação sofisticada ao momento atual do mercado. Para ele, não basta mais só acreditar no Bitcoin. É preciso estar onde o ecossistema está crescendo, e agora, esse lugar parece ser o mundo corporativo.

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