Renan Santos, pré-candidato à presidencia, promete seguir exemplo de El Salvador

O pré-candidato Renan Santos tem defendido publicamente a adoção de políticas inspiradas no governo do presidente de El Salvador, Nayib Bukele, especialmente nas áreas de segurança pública e economia. Em entrevistas recentes, Renan afirmou que vê no modelo salvadorenho uma referência possível para o Brasil, ainda que com adaptações à realidade nacional.
Em entrevista ao Poder360, ao ser questionado se poderia adotar medidas semelhantes às implementadas por Bukele, Renan respondeu de forma direta:
“Se ganharmos, chances totais. Na verdade, há dois eixos no nosso governo. Um eixo é voltado ao aumento da produtividade e da competitividade […]. E do outro lado é a questão da criminalidade. É bizarro o que acontece no Brasil.”
Na mesma entrevista, o pré-candidato destacou os resultados obtidos por El Salvador nos últimos anos e afirmou que o país se tornou uma referência no combate ao crime organizado:
“O que o Bukele fez é claramente uma inspiração. Estamos falando do país que se transformou no país mais seguro do hemisfério sul. E era um dos mais inseguros. Ele aplicou, em resumo, o direito penal do inimigo contra as facções criminosas […]. E isso foi recompensado com uma vitória acachapante nas últimas eleições.”
Renan ponderou, no entanto, que o contexto brasileiro impõe desafios maiores, o que exigiria adaptações ao modelo salvadorenho. Ainda assim, defendeu a adoção de medidas duras contra o crime:
“Nós precisamos fazer isso, entendendo o contexto brasileiro, que é território muito maior que El Salvador e tem inimigos que são muito maiores e muito mais ricos que as quadrilhas de El Salvador.”
Além do tema da segurança pública, Renan Santos também tem citado El Salvador como referência no debate econômico e monetário. Em entrevista a outro podcast, o pré-candidato falou sobre a possibilidade de o Brasil criar uma reserva estratégica em bitcoin, proposta que consta no chamado “livro amarelo” do Partido Missão, documento que reúne as diretrizes programáticas da sigla.
Durante a conversa, Renan afirmou:
“Ó, a gente fala no livro amarelo em reserva de Bitcoin como proposta.”
Na sequência, ele defendeu a viabilidade da ideia e citou experiências internacionais para sustentar o argumento:
“Eu acho que dá para colocar, alguns países já estão começando a fazer. El Salvador fez inclusive e acho que dá pra gente começar a fazer uma reserva em Bitcoin. Sim, eu acho que não é nenhuma loucura falar nisso e é um tipo de tema que é necessário.”







