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“Faraó do Bitcoin” será candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro

Investigado pelo Ministério Público pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, Glaidson Acácio, apelidado de “Faraó do Bitcoin”, será candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro pelo partido Democracia Cristã, mesmo estando preso há um ano.

Glaidson - TSE
Glaidson – TSE

O fato de estar na cadeia desde agosto de 2021 não intimidou Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó do Bitcoin, de registrar sua candidatura a deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro no dia 15 de agosto, declarando um patrimônio de R$60 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral.

Glaidson já foi pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) na Venezuela, abriu quatro empresas, sendo uma delas a G.A.S. Consultoria & Tecnologia, registrada em Cabo Frio – cidade que recebeu o apelido de Novo Egito por ter um grande concentração de esquema de pirâmides.

A G.A.S. Consultoria & Tecnologia prospectava clientes prometendo retornos através de trades de Bitcoin. Glaidson teve 591 bitcoins apreendidos em operação da Polícia Federal, além de carros, jóias e imóveis, somando quase R$400 milhões.

Segundo a Polícia Federal, Glaidson se aliou ao ex-piloto do cartel de Pablo Escobar com o objetivo de levar seu esquema de pirâmide para o exterior:

“De acordo com a investigação, a organização criminosa estendeu sua atuação ilícita para o exterior, promovendo a atividade de captação de recursos financeiros de terceiros nos Estados Unidos, Portugal e outros países. 

Conforme foi apurado, nos Estados Unidos, a atuação foi estruturada por um indivíduo que saiu do Brasil portando passaporte falso, em razão de condenação prévia por tráfico internacional de drogas, ocasião na qual fora preso por ser um dos pilotos responsáveis pelo transporte de drogas do cartel comandado pelo narcotraficante Pablo Escobar.”

Filiado ao partido Democracia Cristã, do icônico constituinte José Maria Eymael desde o mês de maio, está em prisão preventiva, não possuindo condenações que permitam que sua candidatura seja anulada pela Lei da Ficha Limpa. Glaidson afirma estar sofrendo perseguição e racismo da parte daqueles que querem o condenar, não sendo incomum encontrar uma legião de defensores que provavelmente o apoiarão no pleito.

Igor Sobrinho

Calvinista, capixaba, amante de artes, de comunicação e da computação. Cypherpunk e bitcoinheiro, passeio com meu cachorro nas horas vagas, amo minha esposa.

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