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Afeganistão bane negociações com bitcoin e criptoativos

O Banco Central do Afeganistão iniciou uma operação de repressão às negociações de bitcoin e criptoativos dentro do país.

Há um ano, o Afeganistão vive sob uma autocracia islâmica liderada pelo movimento fundamentalista Talibã, após a súbita retirada das tropas americanas e britânicas do país. 

O movimento derrubou a república existente anteriormente e instalou um regime acusado de uma série de violações aos direitos humanos, sobretudo contra mulheres e outros grupos religiosos. 

Organizações como “Women for Afghan Women” já utilizaram criptoativos para auxiliar mulheres afegãs, contornando a ausência do meio de remessas internacionais Western Union e o desligamento do país do sistema bancário Swift.

Uma reportagem publicada pelo jornal Bloomberg, traz a seguinte afirmação de um cidadão afegão de 26 anos:

“Durante outras crises, as pessoas guardavam seu dinheiro e joias no chão ou embaixo dos travesseiros. Desta vez, eles decidiram mantê-lo enterrado em criptomoedas.”

Todavia, nessa semana o jornal local Ariana News, anunciou que a atividade de 16 corretoras foi encerrada pela polícia local da província de Herat.

O anúncio do responsável pelo departamento de investigação criminal da região de Herat, Shah Saadaat, deixa evidente a intensidade da antipatia do atual governo para com o bitcoin:

“O Banco do Afeganistão declarou em uma carta que o comércio de moeda digital causou muitos problemas e está enganando as pessoas, portanto, eles devem ser fechados. Agimos e prendemos todos os cambistas envolvidos no negócio e fechamos suas lojas. […] O banco central emitiu uma ordem para impedir todos os que negociam com moedas digitais fraudulentas, comumente chamado de bitcoin”

O chefe do sindicato de exchanges de Herat, afirmou:

“As contas em moeda digital estão fora do país e são compradas das empresas. Nosso povo não está familiarizado com isso, então é melhor não usá-lo. Esta moeda é nova no mercado e tem alta flutuação.”

Em março, o jornal Al-Jazeera afirmou a existência de grupos com 13 mil pessoas comercializando criptoativos através do WhatsApp, na província de Herat.

Igor Sobrinho

Calvinista, capixaba, amante de artes, de comunicação e da computação. Cypherpunk e bitcoinheiro, passeio com meu cachorro nas horas vagas, amo minha esposa.

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