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Mercado Livre vai oferecer bitcoin para mais países da América Latina

O Mercado Livre, uma das maiores empresas da América Latina, anunciou que planeja expandir os seus serviços para negociação de bitcoin e criptoativos na região. 

Atualmente, os serviços abrangendo bitcoin e criptoativos estão disponíveis apenas para brasileiros através do app do Mercado Pago, possuindo mais de 1 milhão de clientes usando essa funcionalidade. 

A gigante do varejo é uma das mais significativas corporações latino-americanas a enxergar uma oportunidade no bitcoin. Em dezembro de 2021, a empresa adquiriu quase 8 milhões em bitcoin como estratégia da tesouraria, anunciando no mês seguinte uma participação acionária do Grupo 2TM, controladora da corretora Mercado Bitcoin

André Chaves, vice-presidente sênior de estratégia e desenvolvimento corporativo do Mercado Livre, acredita que “os ativos digitais e a tecnologia blockchain representam um fenômeno único, global e coletivo que quebra barreiras e cria um campo de atuação nivelado e aberto para que todos os usuários alcancem o empoderamento econômico, o que está muito alinhado com nossa missão como empresa”.

Osvaldo Gimenez, head do Mercado Pago, afirmou ao portal  El Pais

“Vamos expandir na região a possibilidade de comprar, vender e ter criptomoedas em sua conta. Suportaremos bitcoin, ethereum e stablecoin lastreada em dólar.”

Assim como a Binance afirmou recentemente estar ganhando clientes na América Latina devido a inflação, Gimenez afirma que a instabilidade econômica da região em países como a Argentina, tem atraído milhões de latino-americanos ao criptomercado. 

“É uma oportunidade alternativa de investimento que achamos muito interessante e gera muito interesse nos usuários. Em um momento em que o dólar vem se valorizando, os investimentos que os usuários têm conosco são pequenos e para nós é mais uma forma de diversificar seu portfólio.”

Ao lado da iniciativa do Mercado Livre, concorrentes como Nubank já possibilitam que argentinos e mexicanos negociem bitcoin em suas plataformas. 

México e Chile são vistos como países com boas oportunidades para o criptomercado pelo Mercado Livre, mas ainda não há um cronograma público de expansão e ativação das novas funcionalidades na sua plataforma.

Igor Sobrinho

Calvinista, capixaba, amante de artes, de comunicação e da computação. Cypherpunk e bitcoinheiro, passeio com meu cachorro nas horas vagas, amo minha esposa.

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