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Inflação durará anos, afirma bilionário Thomas Peterffy e cita bitcoin

Thomas Peterffy, fundador da Interactive Brokers, com fortuna estimada em US$ 18 bilhões, deu recentemente uma entrevista à Forbes, onde comentou sobre a inflação e o bitcoin como potencial alternativa para o dinheiro fiduciário.

Segundo Peterffy, a inflação não é um problema transitório, mas algo que tende a durar anos, visto que os Estados Unidos e a maior parte dos estados nacionais estão em uma espiral de dívidas e gastos. 

“Acredito que as pressões inflacionárias continuarão por anos, não meses. Esta não é uma questão de curto prazo.”

Conforme destacado, o Federal Reserve e a maioria dos bancos centrais não podem aumentar as taxas de juros o suficiente para conter a inflação devido ao seu alto nível de endividamento.

“À medida que o Fed aumenta as taxas de juros, está aumentando o valor que o país deve pagar para pagar. Este é um ciclo vicioso que acabará por resultar em dívidas explosivas.”

Bitcoin como alternativa

Apesar de não demonstrar grande entusiasmo com o bitcoin, o bilionário afirmou que “há uma pequena chance de que [o criptoativo] seja uma moeda dominante, então você tem que jogar com as probabilidades”.

No entanto, Thomas destaca que acredita que o bitcoin pode ainda ser banido, proibido ou mesmo que cair em desuso:

“As chances são muito altas de que o [bitcoin] se torne inútil ou proibido.”

Comentando sobre  mercado de ações, o bilionário afirmou que o mercado deve voltar a subir não por uma melhoria da economia ou dos fundamentos das empresas, mas por conta da pressão inflacionária.

“Eventualmente, os preços crescentes alcançarão as ações… as ações entrarão em um longo mercado altista impulsionado pela inflação”, afirmou.

Como destacado, o aumento da base monetária é responsável por inflar o preço de todos os bens e serviços de uma economia de forma generalizada, incluindo de ativos e papéis financeiros.

Na quarta-feira, o Bureau of Labor Statistics (BLS) divulgou dados de inflação dos EUA. A inflação acumulada para o mês junho foi de 9,1%, a maior dos últimos 40 anos. O preço de recursos energéticos e de alimentos foram os principais impulsionadores da inflação.

João Souza

Chefe de conteúdo, analista de SEO e empreendedor. [email protected]

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