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O Bitcoin (BTC) será a base da justiça privada

O Bitcoin (BTC) e as suas propriedades únicas de custódia podem fazer com que a rede se torne a base para a justiça privada em um mundo onde estados nacionais e governo se tornam progressivamente menos relevantes.

O Bitcoin é comumente associado por mudar radicalmente os conceitos estabelecidos sobre o dinheiro e reservas de valor. No entanto, o protocolo e suas propriedades únicas têm o potencial de serem utilizadas como base para contratos e para determinados serviços de segurança, o que pode criar os fundamentos para uma justiça privada mais eficiente.

Bitcoin, o colateral supremo para contratos

O bitcoin, devido às suas propriedades únicas, pode fazer com que contratos com colaterais sejam muito mais seguros, confiáveis e estáveis através de esquemas de custódia.

Imagine que você precise firmar um contrato com alguém ou alguma empresa, e que esta operação necessite de algum colateral. Por exemplo, caso você precise pagar o calção de um aluguel referentes a 3 meses do valor mensal do imóvel.

Este valor atualmente normalmente é pago diretamente ao locatário através do sistema bancário. No entanto, existem alguns problemas neste cenário:

  • O locatário pode gastar o calção do inquilino, violando o contrato
  • O colateral (reais) vai se desvalorizar com o tempo, o que prejudica contratos de longo prazo
  • Caso o colateral seja gasto indevidamente pela contraparte, não será possível a parte lesada descobrir o ocorrido

Esta mesma operação com colateral pode ser feita através da rede Bitcoin de forma mais segura e confiável. Utilizando bitcoin como colateral:

  • Os fundos serão depositados em um endereço conhecido e transparente, o que coíbe o gasto indevido do colateral
  • Esta operação pode ser feita com uma carteira de múltiplas assinaturas, tendo um terceiro como juiz da operação

Por exemplo: O inquilino e o dono do imóvel podem gerar uma multsig 2×3, de modo que cada um fique com uma chave, e um terceiro de confiança (empresa ou indivíduo) decidirá para quem vai os fundos em caso de algum conflito judicial.

  • O colateral estará depositado em um ativo escasso e apreciável, porém ainda volátil

Este é um exemplo de como o Bitcoin pode ser utilizado tanto como colateral, como na decisão de como a justiça será aplicada através da confirmação de um contrato e da escolha de um juiz de confiança entre as partes.

Bitcoin e a justiça privada

Com o bitcoin sendo utilizado como colateral para operações, e com esquemas de custódia bem definidos e planejados, a rede monetária pode se tornar a base dos contratos e dos acordos no futuro.

A necessidade de juízes privados, sejam empresas, instituições ou indivíduos, tendem a criar um mercado para atender a esta demanda. Provavelmente, teremos empresas privadas e indivíduos competindo em um mercado aberto para fornecer os melhores serviços de justiça, e talvez até de segurança privada, setores que andam juntos.

Outro ponto importante a ser observado é que, conforme os estados perdem o monopólio sobre a emissão da moeda, menos estas instituições se tornarão relevantes para a sociedade de maneira geral.

Desta forma, é possível que até mesmo os serviços básicos de justiça sejam afetados pela adoção ampla e generalizada do Bitcoin, que tende a mudar o foco de poder do mundo, que hoje é concentrado nas instituições próximas ao emissor do dinheiro.

João Souza

Chefe de conteúdo, analista de SEO e empreendedor. [email protected]

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