Bitcoin

Michael Saylor deixa cargo de CEO da MicroStrategy para focar no Bitcoin

Michael Saylor, fundador e até então CEO da MicroStrategy, a maior detentora corporativa de bitcoin, anunciou que está renunciando ao seu cargo, após 33 anos no comando da companhia.

Agora Saylor vai ocupar o cargo de presidente executivo na MicroStrategy, que é a maior empresa de inteligência de negócios do mundo. Segundo o executivo, em seu novo trabalho estará focado em dar continuidade à estratégia de Bitcoin da companhia.

Saylor comentou sua saída:

 “Acredito que dividir as funções de presidente e CEO nos permitirá buscar melhor nossas duas estratégias corporativas de adquirir e manter bitcoin e expandir nossos negócios de software de análise empresarial.” 

“Como presidente executivo, poderei me concentrar mais em nossa estratégia de aquisição de bitcoin e iniciativas relacionadas à defesa do bitcoin, enquanto Phong terá o poder de CEO para gerenciar as operações corporativas gerais.”

Em seu Twitter, Michael Saylor afirmou:

“No meu próximo trabalho, pretendo focar mais em #Bitcoin.”

Phong Lee, que atua na MicroStrategy há 7 anos, assumirá o cargo de CEO:

“Estou honrado e animado por continuar liderando esta organização verdadeiramente inovadora, como presidente e CEO. Nosso pessoal e nossa marca carregam um impulso incrível,” declarou Le.

A decisão de Saylor se assemelha a de Jack Dorsey em deixar o comando do Twitter para se dedicar ao Bitcoin.

Dorsey se concentra agora em elevar a adoção do Bitcoin por meio da Block, empresa focada em serviços financeiros.

MicroStrategy e o Bitcoin

A MicroStrategy iniciou uma estratégia agressiva de Bitcoin em 2020, quando converteu todo seu caixa no criptoativo, e ainda realizou uma série de empréstimos para alavancar sua posição.

Conforme Saylor relata, a principal motivação para a decisão da empresa foi a constante desvalorização do dólar americano, que era o ativo de poupança da companhia:

“Bem, em primeiro lugar, temos uma empresa de software gerando caixa, mas se simplesmente colocássemos o dinheiro em moeda fiduciária e ele desvalorizasse 15% ao ano, estaríamos perdendo no balanço patrimonial tanto quanto geramos a partir do P&L (Profit & Loss statement, ou Demonstrativo de Lucros e Perdas).

Então isso não fazia sentido. Por outro lado, as preocupações tradicionais com o Bitcoin eram que ele poderia ser hackeado, poderia ser copiado, poderia ser banido e, após uma década, não havia sido hackeado, ninguém conseguia copiá-lo, e [ele] não vai ser banido. Portanto, embora as pessoas considerem isso volátil, talvez seja volátil na primeira década; na próxima década, não parece que será tão volátil.

Na verdade, parece que está emergindo como o principal ativo de reserva do tesouro para as pessoas que buscam uma forma de evitar a grande inflação monetária.”

A MicroStrategy acumula no momento um prejuízo não realizado de aproximadamente US$ 1 bilhão devido a sua exposição ao bitcoin. No entanto, as ações da empresa seguem muito acima do preço antes da adoção do criptoativo.

João Souza

Chefe de conteúdo, analista de SEO e empreendedor. [email protected]

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