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Organização vai financiar desenvolvedores de Bitcoin no Brasil

A organização sem fins lucrativos brasileira Vinteum treinará e financiará desenvolvedores de código aberto para o ecossistema Bitcoin no Brasil e no mundo, visando maximizar mais ainda a natureza global descentralizada do Bitcoin. 

A Vinteum deseja se expandir para toda a América Latina, no objetivo de impulsionar a entrada global de desenvolvedores de todo o mundo para construir e expandir a rede Bitcoin.

Bruno Garcia será o primeiro desenvolvedor a ser financiado pelo Vinteum, e além de trabalhar no desenvolvimento do Bitcoin Core, também se juntará à equipe da organização como membro fundador. 

Os outros fundadores são Lucas Ferreira e André Neves, CTO da ZEBEDEE, fintech que une o mundo dos games e os pagamentos via Lightning Network. 

Na evolução do ecossistema do Bitcoin, tornou-se comum que exchanges e outras organizações doem quantias para financiar o desenvolvimento do código aberto do Bitcoin.

Empresas como Lightning Labs, Blockstream e NYDIG incluíram os desenvolvedores do Bitcoin em suas folhas de pagamento. 

O interesse de organizações e empresas ao financiar um desenvolvedor, pode ameaçar o caráter descentralizado do código do Bitcoin.

A Vinteum proclama uma defesa de um financiamento intencional: seu objetivo é promover mais ainda a descentralização do projeto.

“Nenhuma entidade deve financiar sozinha o desenvolvimento do Bitcoin ou decidir quem será financiado. E acreditamos que surgirão organizações com diferentes áreas de foco e especializações”, afirma Lucas Ferreira categoricamente no blog da Vinteum.

Enquanto o Vinteum trabalha na construção de seu próprio material educacional, será realizada a tradução do conteúdo do centro de pesquisa e desenvolvimento em Bitcoin Chaincode Labs, ampliando o acesso aos desenvolvedores brasileiros. 

Ensinamentos passados por programas como Summer of Bitcoin, Qala, Torogoz e Librería de Satoshi também servirão de base para os trabalhos da Vinteum. 

“Educar e integrar mais desenvolvedores no Bitcoin e na Lightning é fundamental se quisermos que ele alcance bilhões de pessoas”, disse Lucas Ferreira, à Bitcoin Magazine. 

“O ecossistema de desenvolvimento será mais robusto e resistente se tivermos diferentes entidades financiando desenvolvedores de todo o mundo. Temos muito o que trabalhar e precisamos da contribuição de um conjunto diverso de engenheiros, para que construamos um sistema monetário e rede de pagamentos.”

Com o objetivo de incubar a próxima geração de builders do Bitcoin, o projeto contará com o apoio de patrocinadores como John Pfeffer (da Pfeffer Capital), Wences Casares (empreendedor argentino fundador da Xapo), a Human Rights Foundation, a corretora OKCoin e Sebastian Serrano (empreendedor uruguaio CEO da Ripio). 

O projeto também receberá os serviços de infraestrutura de nodes Lightning Network será fornecida pela Voltage.Cloud e serviços de custódia de Bitcoin pela Casa

Nas palavras de Lucas Ferreira, o fato do Bitcoin ser descentralizado “significa que não há uma equipe oficial e nenhum mecanismo nativo para financiar os desenvolvedores de Bitcoin.” 

“O Bitcoin precisa de desenvolvedores para continuar escalando, manter sua segurança, melhorar sua privacidade e aumentar sua programabilidade. É por isso que nós, como comunidade, precisamos criar várias formas de financiar os desenvolvedores para que eles possam trabalhar em tempo integral no Bitcoin, na Lightning Network ou em outros importantes projetos open source no ecossistema Bitcoin.”

 

Igor Sobrinho

Calvinista, capixaba, amante de artes, de comunicação e da computação. Cypherpunk e bitcoinheiro, passeio com meu cachorro nas horas vagas, amo minha esposa.

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