ETF de bitcoin é um fundo negociado na bolsa que compra e guarda bitcoin e divide esse patrimônio em cotas. Ao comprar uma cota pelo home broker, você passa a acompanhar o preço do bitcoin sem precisar de corretora de cripto, carteira ou seed phrase. No Brasil, há ETFs de bitcoin na B3 desde 2021, e nos EUA os ETFs “spot” foram aprovados em janeiro de 2024.
Em resumo: na B3, os principais ETFs de bitcoin puro são BITH11, QBTC11, BITI11, EBIT11 e BITC11, com taxas de 0,39% a 0,70% ao ano; o HASH11 segue uma cesta de criptomoedas e o IBIT39 dá acesso ao IBIT, da BlackRock. O ganho é tributado em 15%, sem isenção mensal. Nos EUA, os ETFs à vista acumulavam cerca de US$ 57 bilhões em entradas líquidas até 23 de outubro de 2026, segundo a Farside.
Como funciona um ETF de bitcoin?
- A gestora capta dinheiroInvestidores compram cotas do fundo na bolsa.
- O fundo compra bitcoinAs moedas ficam com um custodiante institucional, com seguro e regras de segurança.
- A cota segue o preçoO valor acompanha um índice de referência do bitcoin, menos a taxa de administração.
- Você negocia como açãoCompra e vende pelo home broker, no horário da bolsa.
Existem dois formatos: o spot (à vista), que guarda bitcoin de verdade, e o de futuros, que usa contratos derivativos. Os ETFs de bitcoin da B3 citados aqui buscam acompanhar o preço à vista do bitcoin, assim como os grandes fundos americanos lançados em 2024. O conceito geral de fundo de índice está em o que é ETF.
Quais ETFs de bitcoin existem na B3?
A tabela reúne os dados publicados pelo site ETFs Brasil, consultado em outubro de 2026. Patrimônio e taxas mudam; confirme no regulamento do fundo e na página de ETFs listados da B3.
| ETF | Gestora | Índice de referência | Taxa total ao ano | Início | Patrimônio |
|---|---|---|---|---|---|
| BITH11 | Hashdex | Nasdaq Bitcoin Reference Price | 0,70% | 03/08/2021 | R$ 1,40 bi |
| QBTC11 | QR Asset | CME CF Bitcoin Reference Rate | 0,70% | 22/06/2021 | R$ 578 mi |
| BITI11 | Itaú Asset | Bloomberg Galaxy Bitcoin Index | 0,70% | 10/11/2022 | R$ 429 mi |
| EBIT11 | Empiricus | Índice Teva Bitcoin | 0,39% | 03/07/2025 | R$ 45,9 mi |
| BITC11 | BTG Pactual | Índice Teva Bitcoin | 0,65% | 18/09/2025 | R$ 45,5 mi |
| HASH11 | Hashdex | Nasdaq Crypto Index (cesta de criptos) | 1,30% | 22/04/2021 | R$ 2,61 bi |
| IBIT39 | BDR do IBIT (BlackRock) | CME CF Bitcoin Reference Rate | 0,25% | BDR | n/d |
Alguns marcos: o QBTC11 foi o primeiro ETF de bitcoin listado na B3, com estreia em junho de 2021, segundo a Suno. O BITI11 chegou em novembro de 2022 em parceria com a Galaxy Digital, segundo a Kitco. O EBIT11 começou a ser negociado em julho de 2025 com a menor taxa do segmento, segundo a Capital Aberto.
O HASH11 não é bitcoin puro: segue um índice de várias criptomoedas, com o bitcoin como maior peso. A taxa total de 1,30% informada pelo ETFs Brasil soma a taxa do fundo brasileiro (0,30%) e a do fundo que ele investe. Também há ETFs de ethereum na B3; a cotação da moeda está em /preco-ethereum/.
Patrimônio dos ETFs de bitcoin puro na B3 (out/2026)
Como funcionam os ETFs de bitcoin nos EUA (IBIT e outros)?
A SEC aprovou a listagem dos primeiros ETFs de bitcoin à vista em 10 de janeiro de 2024. Na declaração do então presidente Gary Gensler, a comissão diz ter aprovado “a listagem e negociação” de vários desses produtos. Gestoras como BlackRock, Fidelity e Grayscale passaram a oferecer fundos que guardam bitcoin.
Segundo a iShares, o IBIT tinha US$ 65,88 bilhões em patrimônio em 23 de outubro de 2026. Pelos dados da Farside Investors, o IBIT acumulava US$ 66,1 bilhões em entradas líquidas desde o lançamento, enquanto o GBTC, da Grayscale, que já existia como fundo fechado antes da conversão em ETF, perdeu cerca de US$ 28 bilhões.
Os fluxos mudam todo dia. Na semana de 19 a 23 de outubro de 2026, a soma dos fundos foi de US$ 301,2 milhões em entradas líquidas: US$ 526,7 mi, US$ 23,2 mi, US$ 524,8 mi, menos US$ 635,6 mi e menos US$ 137,9 mi, dia a dia. Na semana anterior, de 12 a 16 de outubro, houve saída líquida de US$ 228,4 milhões. Esses fluxos são acompanhados pelo mercado como termômetro da demanda institucional, ao lado de dados como os de empresas que têm bitcoin.
Ao investir em ETF de bitcoin pela B3, o investidor brasileiro fica exposto ao bitcoin e também à variação do dólar. Crédito: Boletim Bitcoin.
ETF de bitcoin ou comprar bitcoin direto?
ETF na B3
- Compra pelo home broker, sem carteira cripto
- Custódia profissional, fundo regulado pela CVM
- Taxa anual de 0,25% a 0,70% (bitcoin puro)
- Negocia só no horário da bolsa
- Não permite sacar o bitcoin
- 15% sobre o ganho, sem isenção mensal
Bitcoin direto
- Compra em corretora de cripto, 24 horas por dia
- Pode ir para sua própria carteira
- Sem taxa anual, mas com spread e taxas de saque
- Exige cuidar de senhas e seed phrase
- Pode usar para pagamentos e transferências
- Isenção para vendas de até R$ 35 mil por mês em plataformas nacionais
Quem quer o bitcoin em si, para guardar fora do sistema financeiro, deve seguir o guia como comprar bitcoin. Quem só quer exposição ao preço dentro da carteira de investimentos tradicional tende a achar o ETF mais simples.
Como investir em ETF de bitcoin no Brasil
- Abra conta numa corretora de valores com acesso à B3.
- Pesquise o código no home broker (por exemplo, BITH11, QBTC11 ou BITI11).
- Compare taxa, patrimônio e volume diário. Fundos maiores tendem a ter spread menor entre compra e venda.
- Envie a ordem com preço limitado, para não pagar acima do valor justo em horários de pouca liquidez.
- Guarde as notas de corretagem para calcular o imposto.
Quanto é o imposto sobre ETF de bitcoin?
O ganho na venda é tributado em 15%, segundo o guia da brapi. O próprio investidor calcula e paga o DARF com código 6015 até o último dia útil do mês seguinte. A isenção de R$ 20 mil mensais das ações não se aplica, e prejuízos podem ser compensados com lucros futuros em ETFs. O bitcoin comprado direto segue outra regra, explicada em imposto de renda sobre criptomoedas.
Para ouvir uma análise em português sobre a chegada dos ETFs à vista nos EUA e se eles fazem sentido para o investidor, assista ao vídeo do InfoMoney.
Quais são os riscos?
- Volatilidade: o bitcoin já caiu mais de 60% em um ano. Acompanhe o preço em /preco-bitcoin/.
- Câmbio: a cota em reais sobe ou desce também com o dólar.
- Taxa: 0,70% ao ano parece pouco, mas em dez anos consome cerca de 6,8% do patrimônio (1 - 0,993^10).
- Liquidez: fundos pequenos podem ter poucos negócios e spread largo.
- Concentração: bitcoin deve ser uma parte da carteira, não o todo. Veja diversificação de carteira.
Resumo
O ETF de bitcoin é a porta de entrada mais simples para quem já investe na bolsa: cota no home broker, custódia profissional e regulação da CVM. Na B3 há opções com taxas de 0,39% a 0,70% ao ano, além do HASH11 (cesta de criptos) e do BDR do IBIT. Em troca da praticidade, você paga taxa anual, 15% de imposto sobre o ganho sem isenção mensal e não pode sacar o bitcoin.
Dados verificados em 25 de outubro de 2026.
Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
Perguntas frequentes
Qual o melhor ETF de bitcoin na B3?
Não existe um melhor para todos. Os ETFs de bitcoin puro da B3 cobram de 0,39% a 0,70% ao ano e diferem em tamanho, liquidez e índice de referência. Compare taxa, patrimônio e volume diário antes de escolher.
ETF de bitcoin paga imposto?
Sim. O ganho na venda de ETF de bitcoin na B3 é tributado em 15%, pago pelo próprio investidor via DARF (código 6015) até o último dia útil do mês seguinte. Não há a isenção de R$ 20 mil mensais das ações.
ETF de bitcoin é seguro?
O ETF é regulado pela CVM e o bitcoin fica sob custódia institucional, o que elimina o risco de você perder a seed phrase. Mas o preço da cota acompanha o bitcoin, que é muito volátil, e você não pode sacar as moedas.
Posso comprar o IBIT, ETF da BlackRock, pelo Brasil?
Sim, de forma indireta. O IBIT39 é um BDR negociado na B3 que replica o iShares Bitcoin Trust. Também é possível comprar o IBIT original por uma corretora com acesso ao mercado americano.
Qual foi o primeiro ETF de bitcoin do Brasil?
O QBTC11, da QR Asset, estreou na B3 em junho de 2021 como o primeiro ETF de bitcoin listado na bolsa brasileira. Antes dele, em abril de 2021, o HASH11 já tinha chegado como ETF de uma cesta de criptomoedas.
Referências
- SEC: declaração de Gary Gensler sobre a aprovação de ETPs de bitcoin à vista (10/01/2024)
- iShares: iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), patrimônio em 23/10/2026
- Farside Investors: fluxos diários dos ETFs de bitcoin dos EUA (até 23/10/2026)
- ETFs Brasil: BITH11
- ETFs Brasil: QBTC11
- ETFs Brasil: BITI11
- ETFs Brasil: HASH11
- ETFs Brasil: EBIT11
- ETFs Brasil: BITC11
- ETFs Brasil: IBIT39
- Suno: QBTC11, primeiro ETF de bitcoin do Brasil, chega à B3 (09/06/2021)
- Kitco: investidores no Brasil passam a negociar ETF de bitcoin à vista do Itaú (10/11/2022)
- Capital Aberto: Empiricus Asset lança seu primeiro ETF de bitcoin (03/07/2025)
- brapi: ETFs de criptomoedas na B3 e tributação (jan/2026)
- B3: ETFs listados
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