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Cartão de criptomoedas RedotPay, da bandeira Visa
Cripto

RedotPay: cartão de criptomoedas, taxas e como usar no Brasil

RedotPay é um cartão Visa pré-pago abastecido com cripto. Veja as taxas de outubro de 2026, uso no Brasil, impostos, riscos e cartões alternativos.

Imagem: Boletim Bitcoin

Por Redação Boletim Bitcoin

. Leitura de 8 min.

A RedotPay é um cartão de criptomoedas pré-pago, da bandeira Visa, emitido por uma fintech de Hong Kong. Você deposita stablecoins (como USDT e USDC) ou bitcoin no app, e o cartão converte o saldo na hora da compra. Em outubro de 2026, o virtual custava US$ 10, o físico US$ 100, e compras fora do dólar pagavam cerca de 2,2% entre conversão e câmbio.

Em resumo: a RedotPay é um cartão Visa pré-pago de Hong Kong abastecido com USDT, USDC, BTC ou ETH. Não tem anuidade no plano padrão, mas cobra pela emissão e cerca de 2,2% em compras em reais. Não aceita Pix, não é autorizada pelo Banco Central e gastar cripto pode gerar imposto.

Brasileiros conseguem usar, mas há detalhes importantes: não existe depósito via Pix, a empresa não é regulada no Brasil e gastar cripto tem efeito no Imposto de Renda. Veja como funciona, quanto custa e quais são as alternativas.

O que é a RedotPay

A RedotPay é uma fintech fundada em 2023, com sede em Hong Kong, segundo o guia do KK Investing e a reportagem do The Block. O próprio site afirma que a empresa “não é um banco”.

Alguns números públicos:

  • Em dezembro de 2025, captou US$ 107 milhões numa rodada liderada pela Goodwater Capital, com Pantera Capital, Blockchain Capital e Circle Ventures, segundo o The Block.
  • Em fevereiro de 2026, o Cointelegraph noticiou, com base na Bloomberg, que a empresa avaliava um IPO nos Estados Unidos.
  • Em outubro de 2026, o site oficial dizia ter mais de 9 milhões de usuários e presença em mais de 100 países.

Além do cartão, o app oferece carteira de cripto, troca entre moedas, transferências, mercado P2P, rendimento e linha de crédito com garantia em cripto.

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Como funciona o cartão RedotPay

O cartão é pré-pago. Você precisa ter saldo antes de comprar.

  1. Você cria a conta no app e faz a verificação de identidade.
  2. Paga a emissão do cartão virtual ou físico.
  3. Deposita cripto num endereço da sua conta RedotPay.
  4. Ao pagar uma compra, o sistema vende a cripto necessária e a loja recebe em moeda comum.

O cartão funciona onde a Visa é aceita, em compras online e presenciais. O virtual pode ser adicionado ao Apple Pay e ao Google Pay. Saques em caixa eletrônico só são possíveis com o cartão físico.

Há exceções: a central de ajuda da RedotPay avisa que a aceitação depende do lojista e da região de cobrança, e que o cartão não pode ser usado para comprar criptomoedas.

Imagem ilustrativa do cartão de criptomoedas RedotPay A RedotPay funciona como app de carteira e cartão, convertendo cripto em moeda comum no momento da compra. Imagem: Boletim Bitcoin

Criptomoedas e redes aceitas

Segundo o guia do KK Investing, verificado em 21 de outubro de 2026:

  • Ativos: USDT, USDC, BTC e ETH.
  • Redes: Ethereum (ERC20), BNB Chain (BEP20), Tron (TRC20), Polygon, Arbitrum, Solana e a rede principal do bitcoin.

Depositar pela rede errada pode significar perder o dinheiro. Confira sempre a rede no app antes de enviar.

Taxas da RedotPay em outubro de 2026

A RedotPay não publica uma tabela completa em português no site. Os valores abaixo vêm de três guias independentes verificados em outubro de 2026 (KK Investing, Penchan e CryptoSlate), que batem entre si.

ItemValor
Cartão virtualUS$ 10 (pagamento único)
Cartão físicoUS$ 100 (pagamento único)
Anuidade ou mensalidadeZero no plano padrão
Conversão de cripto1%
Câmbio em moeda diferente do dólar1,2%
Total em compras em reaiscerca de 2,2%
Saque em caixa eletrônico2% até US$ 10 mil no mês, 3% acima (mais conversão e câmbio)
Compras abaixo de US$ 1Grátis até a 5ª do mês, depois US$ 0,20
Pagamentos recusadosGrátis até o 3º do mês, depois US$ 0,50
Depósito em criptoGrátis (só a taxa da rede)
Plano Pro (opcional)US$ 12,90 por mês ou US$ 129 por ano

Exemplo: gastar R$ 2.000 por mês em lojas brasileiras custa cerca de R$ 44 em taxas, segundo a estimativa do KK Investing. Num saque em caixa eletrônico fora do dólar, o custo pode passar de 4%.

Taxas mudam sem aviso. Confira a tabela atual dentro do app antes de usar.

Para ver o app por dentro, do cadastro à emissão do cartão, o tutorial do canal Insalubres mostra as telas e as opções de depósito.

Como usar a RedotPay no Brasil

Cadastro e verificação

O KYC é obrigatório. O app pede foto de documento original (RG ou passaporte), selfie e endereço. O CPF sozinho não basta. A verificação costuma sair em até 24 horas, segundo o KK Investing. É preciso ter 18 anos ou mais.

Como colocar saldo saindo do real

A RedotPay não aceita Pix nem reais. O caminho usado por brasileiros é:

  1. Fazer Pix para uma corretora brasileira.
  2. Comprar USDT ou USDC.
  3. Sacar para o endereço de depósito da RedotPay, na rede escolhida.

Esse roteiro não é oficial da RedotPay. Cada etapa tem seu custo: spread da corretora, taxa de saque e taxa de rede. Para acompanhar o câmbio, veja o dólar hoje. Se quer comparar com outras formas de ter dólar, leia como investir em dólar.

Ilustração da stablecoin Tether (USDT) e do dólar americano Stablecoins como USDT e USDC são o caminho mais usado por brasileiros para abastecer o cartão sem a oscilação do bitcoin. Imagem: Boletim Bitcoin

Onde funciona bem

  • Compras internacionais online e assinaturas em dólar.
  • Viagens, com o cartão físico ou carteira digital no celular.
  • Quem já recebe em stablecoins e quer gastar sem passar pelo banco.

IOF e impostos: o que muda para o brasileiro

IOF. Desde 23 de maio de 2025, compras internacionais com cartões de crédito, débito e pré-pagos emitidos no Brasil pagam 3,5% de IOF, segundo a InfoMoney. A RedotPay é emitida fora do país e abastecida com cripto, então essa cobrança não aparece na fatura como num cartão brasileiro. As regras de câmbio para stablecoins estão em mudança no Brasil, e não encontramos, até outubro de 2026, uma norma que aplique IOF diretamente ao uso desse tipo de cartão. Fique atento a novidades.

Imposto de Renda. Gastar cripto é uma alienação (venda) para a Receita Federal. Se você pagar com bitcoin que valorizou, há ganho de capital. Cripto mantida em plataforma estrangeira tem regras próprias: segundo a TNH1, ganhos fora de corretoras brasileiras pagam 15%, sem a isenção de R$ 35 mil mensal.

DeCripto. Pela IN RFB 2.291/2025, quem opera sem corretora brasileira e passa de R$ 35 mil no mês precisa informar as operações à Receita a partir de julho de 2026.

Guarde os extratos do app e consulte um contador. O nosso guia de imposto de renda sobre criptomoedas explica como declarar.

Riscos do cartão RedotPay

Quem usa o cartão há mais tempo ajuda a ver o lado prático, com acertos e limitações. O relato do canal Juliano Caju mostra um ano de uso em pagamentos e transferências.

  • Sem regulação brasileira: a empresa não é autorizada pelo Banco Central. Em caso de problema, você não tem a quem recorrer no país.
  • Custódia: o saldo fica com a RedotPay. Se a conta for bloqueada, o dinheiro fica preso.
  • Bloqueio de conta: a análise de compliance pode pedir documentos extras ou congelar a conta.
  • Volatilidade: saldo em BTC ou ETH oscila. Stablecoins reduzem esse risco, mas dependem do emissor.
  • Reputação mista: nota 3,2 de 5 no Trustpilot, com 728 avaliações, segundo o KK Investing.
  • Crédito com garantia: se a cripto cair, a garantia pode ser liquidada.

Deixe no cartão só o que pretende gastar em pouco tempo. Para guardar bitcoin no longo prazo, a autocustódia é mais segura: veja nosso guia de hardware wallet.

Prós e contras

Prós

  • Sem anuidade no plano padrão.
  • Bandeira Visa, aceita na maioria das lojas.
  • Apple Pay e Google Pay.
  • Aceita USDT, USDC, BTC e ETH em várias redes.
  • Limites altos para pessoa física.

Contras

  • Emissão paga (US$ 10 ou US$ 100).
  • Cerca de 2,2% em compras em reais.
  • Não aceita Pix nem reais.
  • Sem autorização do Banco Central.
  • Gastar cripto gera obrigações fiscais.

Alternativas de cartão cripto

CartãoModeloTaxa de câmbio informadaDisponível no Brasil?
RedotPayVisa pré-pago, Hong Kong~2,2%Sim, com cadastro aprovado caso a caso
BleapCartão ligado a carteira própria0%Em expansão no Brasil, segundo a própria Bleap
Crypto.com VisaPré-pago com níveis3% no nível pré-pagoNão confirmado
Bybit CardMastercard0,5% + 0,9% de conversão (Europa)Não confirmado
Cartões de corretoras e fintechs brasileirasDébito ou pré-pago em realSem câmbio em compras no BrasilSim, conforme a instituição

Dados de Bleap, Crypto.com e Bybit segundo comparação publicada pela própria Bleap (concorrente da RedotPay), atualizada em 19 de outubro de 2026. Confirme a disponibilidade no site de cada empresa.

Cartões emitidos por instituições brasileiras costumam aceitar Pix e operar em real, com a proteção da regulação local. Em compras no exterior, porém, pagam o IOF de 3,5%.

A RedotPay vale a pena?

Para quem já tem stablecoins e faz compras internacionais ou viaja, a RedotPay é prática: sem anuidade, com Visa, carteira digital e taxa previsível. Para gastos do dia a dia no Brasil, os 2,2% e o caminho até o depósito pesam, e um cartão de instituição brasileira tende a ser mais simples.

Se você ainda não tem cripto, comece entendendo como comprar bitcoin e acompanhe as cotações antes de abastecer qualquer cartão.

Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Perguntas frequentes

O que é a RedotPay?

É uma fintech de Hong Kong que oferece um cartão pré-pago abastecido com criptomoedas. Na hora da compra, o saldo em cripto é convertido em moeda comum e a loja recebe normalmente.

Quanto custa o cartão RedotPay?

Em outubro de 2026, o cartão virtual custava US$ 10 e o físico US$ 100, em pagamento único e sem anuidade. Compras fora do dólar pagam cerca de 2,2% entre conversão e câmbio.

A RedotPay funciona no Brasil?

Brasileiros conseguem abrir conta, e o Brasil não aparecia nas listas de países restritos verificadas em outubro de 2026. Mas a empresa não aceita Pix nem reais: o saldo entra em cripto.

A RedotPay é regulada no Brasil?

Não como instituição brasileira. A empresa informa registros em Hong Kong, Argentina, Estados Unidos e Canadá, mas não é autorizada pelo Banco Central do Brasil.

Preciso pagar imposto usando o cartão RedotPay?

Gastar cripto é uma forma de venda para a Receita Federal. Ganhos sobre bitcoin ou outra cripto usada podem ser tributados, e o saldo deve ser declarado. Consulte um contador.

Referências

  1. RedotPay: site oficial (português)
  2. KK Investing: guia do cartão RedotPay (dados verificados em 21/10/2026)
  3. Penchan: RedotPay no Brasil (dados conferidos em 2/10/2026)
  4. Penchan: guia do cartão RedotPay (16/10/2026)
  5. CryptoSlate: ficha da RedotPay
  6. The Block: RedotPay capta US$ 107 milhões (dez/2025)
  7. Cointelegraph: RedotPay avalia IPO nos EUA (fev/2026)
  8. InfoMoney: governo sobe IOF de compras internacionais para 3,5%
  9. Bleap: alternativas à RedotPay (atualizado em 19/10/2026)
  10. Bleap x RedotPay: comparação (atualizado em 17/10/2026)
  11. TNH1: como declarar criptomoedas no IR 2026
  12. COAD: IN RFB 2.291/2025 e a DeCripto
  13. RedotPay: central de ajuda, onde o cartão pode ser usado
  14. Wikipédia: stablecoin
  15. YouTube (Insalubres): RedotPay tutorial, melhor cartão de criptomoedas?
  16. YouTube (Juliano Caju): 1 ano usando o RedotPay
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Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento. Encontrou um erro? Escreva para contato@boletimbitcoin.com.

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