BitcoinMundo

Relatório mostra que empresas de gás e petróleo estão acumulando Bitcoin

Relatório revela que empresas de petróleo e gás estão acumulando bitcoin no estado do americano do Colorado, que proibiu a queima de gás em novembro de 2020.

Desde novembro de 2020, a Comissão de Conservação de Petróleo e Gás do Colorado proibiu a queima de gás natural, com empresas devendo utilizar oleodutos para reduzir o impacto do desperdício de gás.

O portal Colorado Sun divulgou que essas empresas estão se unindo a mineradores e que pelo menos meia dúzia delas estão usando o gás natural liberado para a mineração de bitcoin.

Segundo o Colorado Sun, a comissão reguladora já está ciente das atividades das empresas que estão alavancando essas soluções conhecidas como “gas-to-bitcoin”.

Uma operação já encerrada foi a da empresa Renegade Oil and Gas, fechada após uma colaboração com a mineradora Datahawk Energy.

A queima convencional de gás reduz 93% da emissão do metano, enquanto a solução gas-to-bitcoin da Crusoe Energy reduz para 99,8%. A refinadora D90 Energy, sediada no Texas, está atuando em parceria com a Crusoe Energy, por não possuir estrutura de conexão elétrica na região da Bacia de North Park em Colorado. A empresa apresentou ao órgão regulatório evidências de que há módulos da Crusoe Energy para mitigação da queima de gás no terreno da empresa.

Na área de mitigação de gás, além da Crusoe Energy, estão empresas como a Vespene Energy, uma mineradora verde que recebeu recentemente um investimento de 4 milhões de dólares da Polychain.

A Crusoe Energy, por sua vez, também expandiu sua atuação para o Oriente Médio, recebendo um megainvestimento de mais de US$500 milhões para atuar com refinarias de petróleo e gás no Omã. A nova tendência no mercado de petróleo e gás segue a gigante Exxon Mobil, que começou a implementar soluções gas-to-bitcoin no primeiro trimestre desse ano.

Seguindo a tendência, a petroleira russa Gazpromneft começou a minerar bitcoin em parceria com a Bit River.

Mineração de bitcoin e reaproveitamento de energia excedente andam lado a lado, com parceria de empresas de ambas as pontas gerando lucro para as duas partes. Recentemente, o Paraguai anunciou que pretende minerar bitcoin com a energia desperdiçada na usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira com o Brasil.

Na África, a Kenya Electricity Generating Company, produtora de energia geotérmica também está direcionando excedente energético para minerar bitcoin.

Igor Sobrinho

Calvinista, capixaba, amante de artes, de comunicação e da computação. Cypherpunk e bitcoinheiro, passeio com meu cachorro nas horas vagas, amo minha esposa.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo